|
|
►CURSO |
Oncologia
Curso para Oftalmologistas:
Tumores das pálpebras
www.g-ooo.net
Temas a tratar
|
► Introdução
► Diagnóstico
► O que fazer perante um tumor palpebral
► Biópsia / cirurgia
► Tipos de tumores
► A lembrar
|
Introdução
|
► São proliferações celulares anómalas situados na face
► Facilita o diagnóstico precoce
► Tratamento por oftalmologista
► Sério problema da patologia oftalmológica
|
Estruturas palpebrais
|
|
► Epitélio cutâneo - camada superficial - camada basal (pigmentada ou não)
► Glândulas - sudoríparas (de Moll) - sebáceas (de Zeis e de Meibömio)
► Folículos pilosos
► Tecidos de suporte (vasos, nervos, músculo, gordura, etc.) |
|
|
Epitélio cutâneo
► queratina
► camada superficial
► camada intermédia
► camada basal germinativa (pigmentada ou não) |
Etiologia
|
► Desconhecida
► Radiação solar (produz mutações)
► Resposta imunitária às células mutadas
► Exposição a agentes carcinogénicos (Rx, inflamação crónica)
|
Sintomas
|
► Assintomáticos
► Nódulo palpável (ulcerado, sangrante, pigmentado)
► Irritação sobre a córnea
► Triquíase, madarose
|
Localização preferencial (TM)
|
► Pálpebra inferior
► Canto interno - pálpebra superior
► Canto externo
|
Diagnóstico
|
► História clínica: - actividades ao ar livre (laboral, hábitos, desporto) - alterações imunitárias (HIV, transplantes, medicação imunossupressora)
► História da lesão (fotos antigas): - tempo da aparição, lesões inflamatórias prévias, lesões hemorrágicas, irritação conjuntival e lacrimejo
► Observação: - localização, tamanho, cor, bordos da lesão consistência, infiltração em profundidade (tarso) e vascularização - envolvimento de estruturas importantes (VL, bordo livre, tendões cantais) - extensão a outras regiões próximas - desenho da lesão - registo fotográfico
► Exames complementares de imagem (ECO, TC, RM)
► Palpação das cadeias ganglionares
► Biópsia |
Tratamento
|
► Excisão ► Crioterapia ► Radioterapia (externa ou intersticial)
► Objectivo: tratamento curativo
► Dilema tratamento radical - reconstrução - estética
► O tratamento é eficaz em mais de 95% dos casos
|
Classificação dos tumores palpebrais
(segundo Duke-Elder):
8 tipos de tumores
1 - Tumores epiteliais
| Tumores cutâneos |
|
||||
| Tumores das glândulas sebáceas |
|
||||
| Tumores das glândulas sudoríperas |
|
2 - Tumores mesenquimatosos
|
Benignos |
Fibroma Lipoma Rabdomioma Leiomioma Mixoma Condroma |
|
Malignos |
Sarcoma das partes moles |
3 - Tumores do tecido linforeticular
|
Benignos |
Micose fungoide Plasmocitoma |
|
Malignos |
Linfoma Linfosarcoma Sarcoma de células reticulares Linfoma de folículos gigantes Linfoma de Burkitt Linfoma de Hodgkin |
4 - Tumores vasculares
|
Benignos |
Hemangioma capilar Hemangioma cavernoso Hemangioma plexiforme Hemangioendotelioma Hemangiopericitoma Granuloma telangiectásico Angioqueratoma de Mibelli Tumor glómico Linfangioma Linfangioendotelioma |
|
Malignos |
Sarcoma de Kaposi |
5 - Tumores do tecido neural
|
Benignos |
Neuroma plexiforme (neurofibromatose) Neurofibromatose difusa Síndroma de neuromas múltiplos de mucosas (neurofibromatose) Neurilemoma Schwanoma de célula granular Gânglioneurinoma Neuroma de amputação |
| Malignos | Carcinoma de células de Merkel |
6 - Tumores de células pigmentadas
|
Benignos |
Nevo |
|
Malignos |
Melanoma maligno |
7 - Tumores metastáticos
8 - Tumores do desenvolvimento
|
Benignos |
Dermoide Teratoma Coristoma |
O que fazer perante um tumor palpebral:
|
► É um tumor benigno ou maligno? De isso depende muito da nossa actuação. Para isso, temos os dados colhidos na história clínica e na observação. Se temos dúvidas, temos que recorrer a uma biópsia.
► Necessita de tratamento? (TB) Muitas lesões benignas não necessitam de tratamento, pois podem ter crescimento muito lento ou nulo, enquanto que outras, benignas ou malignas, têm necessidade de tratamento, pelas repercussões no sistema visual que possam vir a ter devido ao crescimento.
Indicações para o tratamento: - crescimento documentado (fotografia) - perto de estruturas importantes (PL e VL, tendões cantais) - alteração da cor, superfície ou vascularização - motivos cosméticos ou psicológicos
► Se o tratamento indicado é a excisão, esta pode ser feita sem grandes complicações ou acarreta problemas na reconstrução, com possíveis repercussões funcionais.
► Podemos realizar a cirurgia, ou necessitamos de ajuda de cirurgião plástico, ORL, etc.?
► Uma vez realizado o tratamento, ficaram sequelas importantes que necessitem de solução?
► Tem necessidade de controle frequente? (TM) |
|
● Biópsia nos tumores palpebrais
|
|
● Cirurgia dos tumores palpebrais João Cabral, Paulo Kaku, Fernando Vaz, Mara Ferreira,M. Cristina Ferreira, J. A. Laranjeira, José Rosa Almeida
Apresentado no XLVI Congresso Português de Oftalmologia em Vilamoura, Dezembro de 2003. |
|
● Enxerto tarso-conjuntival para reparação de grandes defeitos palpebrais João Cabral, Mara Ferreira, José A Laranjeira, Peter Pêgo, Diogo Cavalheiro, Filipe Silva
Apresentado no 51º Congresso Português de Oftalmologia, no Porto, Dezembro de 2008. |
A lembrar:
|
► Fotografar (é o melhor modo de documentar a evolução) ► Biopsar (biópsia excisional, se possível, ou incisional)
► Nem tudo o que parece é: importância do exame anátomo-patológico (carcinoma sebáceo)
► Conhecimentos de anatomia e fisiologia (indispensável para um correcto tratamento cirúrgico)
► Fazer seguimento pós tratamento, principalmente nos TM
► É uma patologia importante para a vida
|
Utilidade do www.g-ooo.net ?
Agradecem-se sugestões.
|
|
►CURSO |